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PB tem 217 mil crianças e adolescentes na extrema pobreza

A Paraíba possui 59,6%, ou 541.056, dos seus jovens, entre 0 e 14 anos, vivendo em situação de pobreza, com até meio salário mínimo. A constatação é do Observatório da Criança, publicada pela Fundação Abrinq, nesta terça-feira (24).

Conforme a pesquisa, com dados entre 1992 e 2015, a situação melhorou desde 1992, quando mais de 1 milhão de jovens entre 0 e 14 anos (88,8%) estavam em situação de pobreza. Já a situação de extrema pobreza, quando o jovem vive com até um quarto de salário mínimo, ainda afeta 217.187 crianças e adolescentes na Paraíba.

Para o sociólogo Lemuel Guerra, o principal fator da pobreza está relacionado a uma precária distribuição de renda, que faz com que grandes riquezas fiquem concentradas nas mãos de um pequeno percentual.

“A gente ainda continua, infelizmente, vivendo em um arranjo social marcado por alta concentração de renda. Que vai se manifestar em índices como estes. Vários elementos vão contribuir para que estes índices ainda sejam muito altos. Todos relacionados com a estrutura de distribuição de renda na qual nos vivemos há muito tempo”, explicou.

Ainda de acordo com Lemuel, os estados das regiões Norte e Nordeste sofrem ainda mais com essa desigualdade, pelo fato de historicamente já serem subdesenvolvidos economicamente, fazendo com que o próprio mercado vire os olhos para os estado das regiões Sul e Sudeste.

“Se a gente pensar em termos de movimento do capital no Brasil, a gente vai ver como centros mais importantes em termos de dinâmica econômica nacional são justamente o Sudeste e o Sul. É como se as estruturas arcaicas de distribuição de renda, elas fossem muito mais poderosas aqui no Nordeste do que são em São Paulo. Porque o próprio movimento do capital faz com que os níveis de desempenho da economia, de emprego na economia, eles sejam muito mais altos do que o que a gente observa aqui”, apontou.

Por outro lado, o sociólogo alertou que, por mais que os dados sejam preocupantes, há uma evolução nos números no decorrer dos anos, o que aponta uma tímida melhoria.

 

Da redação – Rammom Monte e Halan Azevedo
redacao@conceicaoverdade.com.br

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