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DEITOU E ROLOU

Ricardo-Coutinho-e-Cássio-03O governador Ricardo Coutinho passou recibo do seu incômodo com as comemorações dos opositores com o resultado das eleições na Paraíba. Criticou análises das colunas políticas sobre o desempenho do seu PSB e disparou contra o senador Cássio Cunha Lima, afirmando que foi impedido de subir em palanques de aliados porque estaria desgastado.

Deram informações erradas ao governador. Na verdade, a agenda de Cássio não deu para quem quis. Participou de comícios, passeatas e carreatas por toda a Paraíba e ainda gravou para candidatos de vários Estados por conta da projeção conquistada na liderança no Senado.

Ricardo deu a Cássio a oportunidade perfeita para as comparações que tanto gosta. Primeiro, o tucano observou que sob qualquer critério, a “Frente de Oposições da Paraíba” foi vencedora. Das 10 maiores cidades da Paraíba, ganharam em oito. Ampliando para as 20 maiores, elegeram 13, e se o universo for as 30 maiores, 19 contra 11 do PSB e aliados.

Cássio disse que enquanto o PSDB recebeu 343 mil votos para prefeito (1° lugar), e o PSD 314.737 (2°lugar), o PSB somou 237 mil (3° lugar). Apontou que os tucanos vão governar para 1.014.651 habitantes, e os partidos da Frente das Oposições, juntos, vão governar para 2.847.898 habitantes (71% dos paraibanos), enquanto o PSB e aliados vão administrar cidades que somam 1.151.517 habitantes.

Dimensionada a vitória, Cássio mirou em Ricardo Coutinho, que se apresenta como da nova política, mas cujas práticas o tucano comparou com as dos coroneis de 1930. Duas frases de Cássio:

“Dei minha contribuição, que reconheço modesta, porque não sou dono do voto de ninguém e nunca pretendi ser. As urnas mostram quem agiu corretamente: os que tentaram apadrinhar candidaturas para se autopromover, querendo aparecer mais do que os candidatos ou aqueles que respeitaram o protagonismo de quem estava no palco da disputa”.

“Os resultados mostram quem tem uma postura moderna, contemporânea, respeitosa com a soberania do voto e quem acha que a política ainda é a de 30, que pode apadrinhar quem quer que seja, agindo como um coronel da política. As coisas mudam. Estão mudando. E a sociedade está cada vez mais atenta a esse tipo de procedimento”.

Deitou e rolou.

Da redação – Lena Guimarães
redacao@conceicaoverdade.com.br

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