BrasilDestaqueGeral

Confira: Nem comemoração, nem negação: um acréscimo à pesquisa histórica

NÃO, eu não comemoro a implantação de qualquer Regime de Governo, que, independente de quaisquer que sejam as circunstâncias que os tenha conduzido historicamente ao poder político, e a todo poder que advém de estarem à frente das Instituições de um país, apresente como resultados ‘danos ao ser humano!’

NÃO, não posso, em sã consciência histórica, glorificar como heróis pessoas ou movimentos revolucionários ou ainda “golpistas” (respeitando, nesse ínterim, as várias interpretações), que mera análise de algumas de suas ações revelaria verdadeiros ataques aos ideais mais caros ao seu humano, que se traduzem em respeito e preservação da vida!

NÃO, eu não poderia e nem posso, marcar no meu calendário uma data a ser comemorada, um personagem a ser homenageado, quando sei, que em sua respectiva situação, agiu em desacordo com princípios que prezo, em nome da manutenção de um status quo ou de suas ideias ou por pura ganância desmedida pelo poder político, econômico ou sonhos utópicos de salvar o mundo ou conquista-lo implantando, por qualquer que seja o método, sua ideologia sobre como governar e conduzir uma sociedade.

É por isso que NÃO aprovo a tal #64, quando sei dos traumas que o governo civil/militar causou em famílias brasileiras, assim como sei dos traumas causados pela “resistência”- os ditos grupos armados, as guerrilhas, que supostamente lutavam pela democracia, enfileirando porém, cadáveres, mesmo entre si, num verdadeiro “pé de guerra fraticida”, regado à práticas terroristas, cada um no seu “front” e ancorado em suas justificativas.

Acho inacreditável que pessoas concordem comigo quanto a não comemorar e nem homenagear movimentos ligados a personagens exemplarmente desumanos, a ideologias macabras, responsáveis pelo extermínio de milhões de pessoas… Sim, estas mesmas que concordam comigo, são favoráveis à comemoração do dia da eclosão da “revolução russa”, que desaguou no “socialismo soviético” de bases marxista, responsável pelo maior “holocausto” – sacrifício de vidas humanas – (isso mesmo, comparando-o ao holocausto judeu na ditadura hitlerista na Alemanha), numa tentativa perversa de provar que o Comunismo poderia ser implantado e funcionaria.

É igualmente imoral que critique velado da dita “esquerda brasileira”. Não vejo sentido em comparar número de mortos, mas na Venezuela, por exemplo, o número de vítimas, da Ditadura chavista à atual do Maduro e, com apoio de alguns de nossos “heróis nacionais”, supera, em muito, o que todos os movimentos, em nosso contemporâneo, incluindo as vítimas dos “dois lados”, entre os quem estava no poder e os que os queriam remover, no período 1964-1985. Eu poderia passar o dia aqui escrevendo sobre regimes de governo pelo mundo (os fascismos na Itália e Alemanha, o salazarismo em Portugal, o Franquismo na Espanha, o Varguismo no Brasil etc.. etc…), que entraram para a História não por manterem pessoas vivas, mas por mata-las. Poderíamos ficar discutindo se foram de “direita” ou de “esquerda”, mas ainda assim não ressuscitaríamos seus mortos.

O estudo do passado tem que ser feito (e nisso tem que estar incluídas todas as possibilidades históricas, todas as possíveis “verdades”). Não o fazemos para trazê-lo de volta, nem para que ele aponte onde se errou e assim consertemos o presente ou planejemos a partir do passado o futuro. Não é essa a utilidade da História! O passado tem sua importância em nos fornecer uma certa “experiência”, as informações sobre os casos passados mostram, em suas respectivas situações e contextos, o como aquelas pessoas enfrentaram seus problemas, quantas adaptações necessárias tiveram que fazer ou se sujeitar e assim dar seguimento à História humana.

Nós, em nossa situação presente, igualmente, precisarmos entender que a solução para as nossas problemáticas não está no passado. As soluções que eles encontraram dificilmente vão funcionar hoje e algumas foram desastrosas. Ora, se não podemos voltar ao passado e nem viver num eterno presente contínuo, então construamos o “devir”. Com certeza não será comemorando as mazelas do passado, datas, “heróis” mortos, “deificando” sistemas ideológicos vencidos, que estabeleceremos as bases de um futuro melhor!

É refletindo sobre todas essas ponderações que convidamos todos para o evento:

CONVITE

Será exibido, neste dia 06 de abril de 2019, das 09h: 00m às 11h: 00m – (manhã), Na Câmara Municipal de Conceição-PB, Casa Coronel Salustiano Leite – Avenida Solon de Lucena – Centro.

O filme/documentário, que tem por base um vasto apanhado de documentos Históricos e entrevistas com especialistas sobre o tema “Ditadura Militar” no Brasil, a ser exibido com o título: 1964:

O BRASIL ENTRE ARMAS E LIVROS.

A produção visa especificamente analisar todas  As possibilidades da “verdade” histórica, dando voz à documentação sobre o tema, ainda inéditas.

A História contada é uma narrativa do fato passado e, toda narrativa não é inocente quanto à neutralidade, sendo o Historiador “filho do seu tempo”, como afirmou Marc Bloch.

Assim, mantenhamos a mente aberta e assistamos a mais essa pesquisa sobre o tema, demonstrando uma atitude investigativa, filosófica e democrática, quanto aos fatos de nossa História.

Da redação – Assessoria
redacao@conceicaoverdade.com.br

Deixe seu comentário

ATENÇÃO: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Portal Conceição Verdade, não refletem a opinião deste Portal de Notícias.

Tags

Artigos relacionados

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios