Artigos / ColunistasFidélis Mangueira

AMIGOS E IRMÃOS, DE VERDADE!

Somente sabemos quem são nossos amigos, nossos irmãos e familiares, na hora da precisão, do sufoco. Naquela hora em nos encontramos na lama, na sarjeta, ou como diz o ditado popular, “quando estamos na m…”. Quem nesta hora aparece e nos estende a mão, este sim é um amigo e irmão, propriamente dito com o verdadeiro sentido da palavra.

Não nos faltam amigos e parentes quando estamos felizes, na riqueza, com saúde, na hora da festa. Dificilmente nos faltarão amigos nas horas dos banquetes, das bebedeiras ou quando estivermos bem vestidos, com um carro do ano ou com muito dinheiro no bolso, etc.
Quantas pessoas sofrem muitas nestas horas difíceis, pois lhes faltam estas condições e com insto também ficam longe os amigos, irmãos e familiares.
Como é bom quando alguém nos oferece um copo com água quando estamos morrendo de sede. Como é bom quando alguém nos oferece um prato de comida quando nós estamos morrendo de fome. Como é bom quando alguém nos oferece um casaco quando estamos congelando de frio. Como é bom quando estamos chorando e alguém se aproxima para enxugar nossas lágrimas e nos consolar. Como é bom quando estamos num momento de dificuldades e alguém nos entende a mãe e nos pergunta: “Você está precisando de alguma coisa? Posso fazer algo por você?” Como é bom quando estamos sentindo uma dor e alguém aproxima e nos oferece um remédio! Como é bom quando nos sentimos sós, abandonados, excluídos e vem alguém e nos acolhe, e nos olha com carinho e amor, e cuida de nós.

O maior exemplo de tudo isto nos foi dado por Jesus de Nazaré. Este foi o homem mais solidário e mais acolhedor que já existiu. Foi solidário até mesmo com os pecadores. Tinha um coração cheio de compaixão e misericórdia, de modo especial para com os mais necessitados de sua época: os pobres, os doentes, os cegos, os aleijados, as crianças, as mulheres, as viúvas, os idosos. Na verdade Jesus está sempre estendendo o seu ombro e abrindo seus braços e o seu coração para os mais sofredores da terra. Ele enchia-se de sofrimento interior ao ver seus irmãos passando fome, sede, frio, dores, discriminação, exclusão, etc. Mas ele não ficava somente no sentimento interior. Ele agia, buscava libertar as pessoas de todo sofrimento, mudando as realidades de morte, resgatando a alegria e o prazer de viver feliz. Por isto Ele foi chamado de Salvador, pois deu a sua vida para que os outros tivessem vida.

“Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão”, diz a canção. Eu digo assim, prova de amor maior não há que morrer no lugar do outro, do que está do lado do outro na hora da dor, do abandono e do sofrimento. E isto acontece conosco, quando vencemos o nosso egoísmo, a nossa indiferença, o nosso apego aos bens materiais e as porcarias que o mundo nos oferece e nos faz acreditar que seremos felizes com a indiferença, com os bens materiais, com a vaidade, com o orgulho, etc.

Outros grandes homens e mulheres seguiram fielmente o exemplo de Jesus. Vale a pena lembrar-nos de São Francisco de Assis, de Madre Teresa de Calcutá, Santo Antônio, etc. Quando seguiremos o exemplo de Jesus e seremos de verdade, amigos e irmãos uns dos outros?

É chegada à hora de novas atitudes, pois muita gente está sofrendo por causa da nossa falta de solidariedade e esperando nossos gestos de amor. Eu creio que o maior pecado da humanidade de ontem e de hoje é falta de solidariedade com os mais necessitados e sofredores da terra. Não esqueçamos que somente seremos amigos, irmãos e servos do Senhor Jesus, quando formos amigos, irmãos e servidores dos irmãos mais pobres e sofredores, pois onde há amor, fraternidade e solidariedade, Deus aí está. Isto é o Reino do Céus!

Fidélis Mangueira

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